Grupo Cidade
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Uma questão ética

Há certas coisas às quais é preciso dar uma especial atenção, mormente aquelas que nos tomam de súbito e nos fazem, sem querer, ouvir barulhos nos porões. Algo demanda por uma resposta, uma decifragem, que nos toma de súbito e nos faz tanto soerguer quanto nos faz prostrar; algo que nos faz entender o que, até então, não pudemos perceber, que nos embota os sentidos e nos lança numa luta a não saber até onde se pode ir e o que se pode fazer. Há certas coisas que retornam, em determinadas ocasiões, como temas do esquecido e voltam cobrando uma resposta, tratando o que, para mim, eu não desejaria que fosse novamente aludido. O que fazer? Eu tenho que perceber que há certas coisas em ti que ainda não foram resolvidas. Tudo aquilo que for objeto de um escamoteamento, recalque, isolamento, num desejo abrupto de isolar, de esquecimento, voltará cobrando juros, trocos, correções, nesse, naquele ou em qualquer súbito momento. É preciso tomar um posicionamento e resolver isso acerca do que ainda está dentro. Acerca disso convém que se tome posicionamento, e urge que seja objeto de prioridade definitivamente. 

Toda vida nossa, neste tempo que estamos vivendo, é uma oportunidade que o Pai, em sua bondade, dá-nos, para que se possa, no amor, ir crescendo, amadurecendo. É verdade que, ao longo de uma caminhada, percalços existem, pontos, elementos a serem transportados; outros a serem superados existem também. É preciso não se deter, demasiadamente, em determinado momento, para não se perder a graça e a beleza do encanto e da novidade que haverá em posteriores momentos. Todavia, não se podem queimar etapas. É preciso saber o quê, como e quando convém. Nada demasiadamente; nem além, nem aquém. É preciso ter a palavra certa, a palavra medida certa no momento de agir, para que os fins dantes almejados não sejam alijados.

No bem, há que se persistir, para não se arrefecer e querer desistir. Contudo, não se pode forçar e pedir de quem não possa dar. Não se pode cobrar de quem não possa pagar. Não se pode exigir de quem nem saiba para onde ir. É preciso considerar pessoas, situações, momentos, avaliar razões do coração e da mente, antes de qualquer posicionamento. Que não sejas tu instável nas decisões. Isso vindo a se dar, não poderão te olhar como referencial estável, confiável, para todo e qualquer momento. Se tu mudares como muda de posição o vento, não serás para ti, nem para os teus, apreciável em nenhum momento. As oportunidades que estás tendo, nunca as terás de novo da forma como agora estão a acontecer. Momentos semelhantes, poderás viver, interiormente, mas nunca com as mesmas chances e nem com o encanto que há para ti neste exato momento. Se, para teu crescimento, tiveres que sofrer, o amor seja a quota, e o sofrimento, batente à porta, possa aí permanecer até quando preciso for, desde não aconteça inutilmente. Não foste criado para sofrer, mas, se um dia isso vier acontecer, que seja por tua fidelidade ao amor, expressão que há de ser do amor, em sua forma efetiva de ser.

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