Grupo Cidade
Grupo Cidade
Ao lado de Yago Lanes, Patrícia Leitte reflete sobre romance, quarentena e futuro

Em março de 2018, a cearense Patrícia Leitte deixava a casa do Big Brother Brasil, nos Estúdios Globo, com uma rejeição de 94%. Para alguns, poderia ser o fim de um sonho. Mas não para ela. Com sabedoria, humildade e empenho, a jovem conseguiu reverter a situação – e, claro, sua imagem. Ela pediu desculpas publicamente pelas falhas cometidas e não hesitou em anunciar que tentaria ser uma pessoa melhor. Se deu certo? Os números falam por si. Hoje, Patrícia é uma das mais importantes modelos e influenciadoras digitais do Nordeste.

Com mais de um milhão de seguidores, lidera a procura de anunciantes, que vão desde empresas de departamento feminino até médicos de clínicas estéticas e de cirurgias plásticas. Ela não para. Feliz da vida ao lado do namorado, Yago Lanes, Patrícia Leitte nos recebeu para uma entrevista exclusiva em seu luxuoso apartamento, no coração da área nobre de Fortaleza – tudo, obviamente, seguindo as determinações das organizações de saúde: máscaras, distanciamento de dois metros e álcool gel. Confira abaixo!

Como tem sido a quarentena para você?

No início, foi mais difícil. Agora, estamos encarando com mais naturalidade ficar tanto tempo em casa.

Como você e Yago Lanes se conheceram?

Nos conhecemos através de amigos em comum. Fiz uma festa de aniversário em 2018, eu o convidei para vir, ele veio. Daí, ficamos a primeira vez e, desde então, continuamos nos conhecendo mais, até que, no réveillon de 2020, assumimos a relação publicamente. 

Pensam em casar e ter filhos?

No momento, ainda não. Estamos mais focados em nossas carreiras.

Qual o lado mais duro de ser famoso?

O lado mais duro são as críticas e o excesso de intervenção externa na nossa vida. As pessoas pensam que, por sermos públicos, têm todos os direitos, inclusive de opinar sobre questões pessoais. É complicado demais.

Quais reflexões você tem feito nesse período de isolamento social?

Eu passei a ver que muitas coisas na vida não são tão necessárias quanto nós pensávamos que fossem, que ficar em casa me possibilitou a ter mais aproximação com minha família, coisa que antes, devido às constantes viagens, não conseguia. 

Como avalia a forma como o Brasil tem enfrentado a pandemia?

Eu vejo boa vontade nas pessoas, nem todas, mas a grande maioria entendeu que é o momento de nos unirmos em luz e pensarmos mais no coletivo do que no individual. Vi também que houve muito abuso por parte de alguns governantes, que, mesmo com tamanha pandemia e mortes, ainda arrumaram meios de meter a mão no dinheiro do povo, triste isso. 

O que acha que mais modificará nosso modo de viver quando a pandemia acabar?

Com certeza, essa Pandemia veio para mostrar muitas coisas a muita gente. Ninguém vai sair dela da mesma forma que entrou.

Quais as principais mudanças que acredita que a pandemia trará para a evolução humana?

A humildade de perceber que não somos nada e que, mesmo tendo muito dinheiro, a saúde ainda é o bem mais precioso.

Do que mais sentiu (sente) falta neste momento?

Das minhas viagens.

Como tem utilizado as redes sociais durante o isolamento?

Tenho procurado cada vez mais incentivar pessoas para melhorar como ser humano, melhorar suas formas de interação, sempre com muita positividade. 

Qual sua avaliação sobre influenciadores digitais que fizeram festas com aglomeração na quarentena?

Eu lamento muito que influenciadores digitais usem suas redes sociais dessa forma, creio que nós temos que propagar coisas que gerem benefícios para população e não que causem danos. São atos irresponsáveis como esses que incentivam os outros a não respeitarem a quarentena. 

De que forma tem sido sua rotina?

No início da quarentena, nos dois primeiros meses, eu ganhei peso.

Nossa, sério? Mas você está tão magrinha...

Sério! Deixei de lado todos os meus treinos e passei a não seguir nada da minha dieta. Ao começar o terceiro mês de quarentena, me dei conta que deveria recomeçar e não deixar para traz tudo aquilo que conquistei. Iniciei uma nova jornada para perder o peso que ganhei na quarentena.

Como tem cuidado do corpo e da mente?

Nos dois primeiros meses de quarentena, eu escrevi um livro, foi muito positivo para mim, não pensei que seria capaz de fazê-lo. Isso me ajudou muito a não ficar com tanta ansiedade. Agora, no terceiro mês, a dieta, os treinos e a busca por novas atividades têm ocupado mais o meu tempo.

Onde tem encontrado força e ânimo para driblar esse período delicado da humanidade?

Primeiramente, em Deus. Segundo, na minha família, que sempre é minha base em tudo. Após isso, uso minhas redes sociais para interação com os meus seguidores.

De que forma isso impactou suas atividades profissionais?

Mexeu um pouco com o mercado digital, mas confesso que teve, sim, um lado positivo falando no profissional. Hoje em dia, mais do que nunca, a procura por influenciadores digitais para divulgação de suas marcas tem sido uma coisa bem real. Com isso, muitos passaram a faturar bem mais.

De que maneira tem trabalhado nessa quarentena?

Os influenciadores digitais têm trabalhado muito com divulgação, e isso ajuda muito.

O nosso País tem sido muito criticado internacionalmente pela maneira como enfrenta a pandemia. Como avalia isso tudo?

Críticas vão existir sempre, né? Cada um com seu cada qual. Acho, sim, que o Brasil tem suas falhas, como também outros países têm, mas não devemos nos ater a isso e, sim, lutarmos juntos para vencer a Covid-19. 

De que forma define a importância da fé, da arte e da cultura para a vida humana nessa quarentena?

Ter fé é muito importante para superar tudo na vida, para lutar pelos sonhos. A arte e a cultura somam a isso, pois fazem com que a criatividade ocupe a mente, que muitas vezes está ansiosa por estar vazia.

E o que espera da vida pessoal, profissional e social quando tudo isso passar?

Eu espero que as pessoas tenham mais consciência da vulnerabilidade humana, que possam, com todo esse momento que viveram, trazer mais humildade para o seu caminho e para a sua jornada. Que consigam ter mais higiene e ver que lavar as mãos antes de comer não era só algo que era feito como um hábito, mas, sim, algo necessário e que passem para suas gerações a necessidade de cuidar de si e do próximo. 

COMENTÁRIOS