Grupo Cidade
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Carlinhos Brown fala sobre a SOS Rainforest LIVE


Foto: Divulgação

Neste domingo, dia 21 de junho, uma live que reuniu 47 artistas brasileiros e internacionais, em aproximadamente sete horas de duração no Youtube e Tik Tok, causou frisson e chamou a atenção de todos para uma causa importante: conscientizar a população e apoiar os indígenas guardiões das florestas que estão sob a ameaça extrema do novo coronavírus. A SOS Rainforest LIVE contou com nomes como Sting, Anitta, Sandy, Iza, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Ana Vitória, Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Scorpions, Melim, Aurora, Jorge Drexler, Maná, Manu Gavassi, Manu Chao, Gaby Amarantos, Toni Garrido, Evandro Mesquita e Maria Gadú. Sem falar nas participações de líderes indígenas – como Sônia Guajajara e Dario Kopenawa Yanomami – e ativistas do meio ambiente –  como Camila Pitanga, Oona Chaplin e Sebastião Salgado – entre outros convidados. 

Dias antes, o cantor, compositor e percussionista Carlinhos Brown, que foi um dos artistas que participou da iniciativa, concedeu entrevista ao telefone para Carla Soraya, pela Jovem Pan News Fortaleza, e falou sobre a organização e importância do evento.

 

Vamos fortalecer o povo indígena brasileiro, que está precisando tanto, tem sido tão esquecido nos últimos tempos, tão humilhado às vezes, né?

Totalmente. E essa história de live, agora no dia 21 de junho, lança sobre essas comunidades e posso dizer que isso surgiu a partir de interesse nosso, brasileiros, mas atinge lideranças dos povos indígenas e povos de florestas do mundo inteiro. 

Como vocês conseguiram reunir, por exemplo, a turma do Scorpions que vai se juntar a vocês nesse domingo?

Isso é uma articulação minha e de Rafa Furtado, que é representada pelo Tik Tok na América Latina. A plataforma internacional de criação e compartilhamento de vídeos será utilizada para as doações durante a live. É o projeto da formação de uma rede de comunicação descentralizada que produz e difunde conteúdo em pautas inerentes a questões indígenas no Brasil. Eu não uso aquele cocar indígena à toa, mas eu também não gosto muito de me manifestar quando trata-se da situação política. Eu não tenho essa capacidade de discernir muito as situações que são enfrentadas por eles nesses últimos 500 anos. Mas sou homem e miscigenado, homem brasileiro. Então, essas responsabilidades são minhas, as dores e dissabores, porque eu posso me considerar em vários contextos pelas etnias da minha miscigenação. E a gente não pode mais ver situações assim.

E a triste coincidência que vocês programaram para o dia 21, um domingo, poucos dias depois do falecimento do Paulinho Paiakan. E também poucos dias depois da saída do ministro da Educação, que dizia que não gostava do termo povo indígena. 

Eu sinto pela ausência do Paulinho. E para mim o fato de que esteja presente nisso dá-se porque já perdemos mais de 290 descendentes ou pessoas oriundas dessas tribos. Então vamos nos devotar em torno de que essa situação seja combatida o mais rápido possível. Que tipo de isolamento é possível trazer para eles e já bota por aí: comida, assistência... uma visão nossa muito mais humana do que puramente separatista ou ideológica. 

Como foi que vocês programaram essa apresentação? Como vai ser a sequência de apresentações com essa gama maravilhosa de artistas confirmados? Começa domingo e as pessoas vão acompanhar em quais redes sociais, em quais plataformas?

Bom, vamos acompanhar no YouTube e na Tik Tok. O que está se fazendo? Está se montando uma grade de acordo com a hora, ou seja fuso horário, de onde as pessoas estão e elas podem ver para poder organizar e todos possam ver os artistas. Nessa live está reunindo grandes artistas e não só artistas músicos, mas artistas de todas as áreas. Então, vai ser algo muito importante e é para ajudar. A Tik Tok internacional, depois de ver essa movimentação, além de ceder o canal, eles fizeram umas ajudas. Eles já deram 300 mil dólares para a causa. Então, nós ficamos muito motivados e envolvidos em saber que essa causa vai verdadeiramente chegar aonde for necessário. Precisamos ter essa atenção porque se a Covid está difícil nas capitais, imaginem nos interiores e nos locais onde as pessoas nem têm condições. 

Carlinhos, pois reforce então o convite para que os nossos ouvintes e os internautas que acompanham a jovem Pan News Fortaleza também se façam presentes aí nessa live e possam contribuir e possam também se conscientizar da importância do papel da proteção ao povo indígena brasileiro. 

Fortaleza que é a terra de Iracema, que ela mesma nos dê essa luz e que essa live possa contar com a participação de vocês, com ajuda de vocês e deem foco aos povos indígenas. Esse é o momento em que o Mundo se reitera e se reaproxima da solidariedade com muita força e isso é um dos aspectos positivos da covid. Para todo ser humano reagir com seu coração. E quantas situações podemos modificar através da nossa ajuda. 

 

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