Grupo Cidade
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"Estou há 100 dias sem trabalhar", desabafa Valesca Popozuda

A cantora Valesca Popozuda fez um desabafo sobre o atual momento em seu perfil no Twitter. “Estou há 100 dias sem trabalhar, sou autônoma como muitos. Minha empresa sou eu. Meu setor é um dos mais prejudicados. Diferente de alguns colegas de trabalho, eu não tenho empresa para financiar uma live e me pagar por isso. Continuo sem furar o isolamento, continuo aqui da minha casa tentando ajudar as pessoas com o pouco que tenho, transmito energia boa, tento dar palavra de apoio, converso com mulheres que estão sofrendo e tento ajudar, mas vejo meus colegas ganhando dinheiro muito bem para fazer live, furar quarentena. Fazem lives que aglomeram tanto quanto uma social de blogueira, vejo os cancelamentos abertos apenas com uma parte seletiva, já vi artistas masculinos furando, fazendo procedimentos desnecessários, mas só as mulheres são canceladas”, ponderou.

A funkeira também demonstrou preocupação com a situação nacional. “Eu sigo aqui de casa, olho todo dia o jornal na esperança que a vacina seja logo lançada, até porque aqui no Brasil já era. Infelizmente, não soubemos fazer isolamento, o vírus matou mais de 50 mil, e não temos um plano efetivo que funcione. O mundo está isolando a gente. Estamos sendo proibidos de ir para outros países, eu estou morrendo de vergonha neste exato momento porque o único país que não faz praticamente nada somos nós, apenas 13% estão fazendo mesmo o isolamento correto. E eu estou aqui, tentando ser positiva o máximo que posso. Sou uma pessoa que raramente reclama da vida, agradeço muito mais do reclamo, queria dizer a vocês: obrigada! Porque, graças a Deus, vocês estão me dando visualizações, estão tentando me ajudar a me manter de pé, não é fácil ser artista independente, sem patrocínio, sem uma renda”, disse.

Popozuda também fez uma sugestão. “As grandes empresas ou até mesmo os grandes artistas poderiam também dar a chance e patrocinar lives de outros artistas, não estou nem falando só de mim, temos atores de teatro parados, temos músicos, temos carregadores de equipamento, produtores. Está todo mundo parado. Seria bem legal pegar esses 100 mil que um artista que já está com a conta gordinha e dividir em bloquinhos de 1 mil e distribuir para a galera que está em casa, seja artista, seja aquela diarista que tem filho, aquele motorista que está parado ou o vendedor ambulante da praia. Não vamos desistir, sejamos fortes”, reiterou.

Segundo Valesca, é preciso que a nação se conscientize. “Mas não vamos ser cegos, nosso País infelizmente só volta ao ‘normal’ quando a vacina estiver 90% aplicada por aqui. Até lá, vai morrer muita gente, muitos vão continuar furando e outros fingindo que é apenas uma ‘gripezinha’. E, sim, estou chorando. Não queria admitir, eu vim desabafar porque não queria chorar, mas eu estou chorando e não é por falta de dinheiro, de shows, não é isso. É porque passamos de 50 mil mortos, e vários lugares estão reabrindo como se estivesse tudo normal. Não está normal”, concluiu.

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